Fico pensando se nesta nova era, de aquário, aparecerá um novo Cristo. Dizem que em cada era surge um novo Cristo e isto está em muitas previsões místicas e religiosas.
Mas como seria este novo Cristo? Talvez muitos pensam que ele se associará a igreja Católica, sendo até mesmo um pontífice, outros, que seria islamita e então um novo profeta. Para outros, um salvador que nunca tinha vindo, e até quem sabe, para outros, um grande mestre espiritual.
Acredito que o novo cristo não seria institucionalizado, isto é, não estaria vinculado a nenhuma seita ou religião. Lembremos que o Cristo Jesus foi um revolucionário, contrariou a muitas leis religiosas da época, assim como as ideologias vigentes, mesmo que ele tenha falado de amor.
Jesus não se afiliou aos grandes sacerdotes da época, nem aos fariseus e aos escribas, ele sim, criou uma nova ordem, aliás, transcendeu a ordem vigente. Não foi ele quem trouxe choro e ranger de dentes? Não foi ele quem trouxe discórdia? Tudo isso porque suas idéias e princípios eram destoantes daquele contexto.
Como ele mesmo disse; muitos serão os chamados e poucos os escolhidos e escuta quem tem ouvidos para escutar. Aqueles que se identificavam com suas novas idéias foram seus discípulos, que não eram somente doze. Mas como seus princípios de amor e caridade não eram para todos e sim para poucos, foi ele humilhado e castigado, violentado e sacrificado.
O novo cristo talvez estivesse próximo aos ecologistas, aos movimentos pela paz, sem se utilizar da guerra, estaria junto dos mendigos, dos sofredores, quem sabe distante da mídia. Estaria longe do prêmio Nobel e de premiações terrenas, que só visam os interesses egoícos e capitalistas.
O novo Cristo poderia estar lá na África ou até mesmo no seio do capitalismo, mas sem se render a ele. Estaria ele sendo atacado pelo papa e pelos aiatolás, porque mostraria que os homens não precisariam, necessariamente, das igrejas para poder lhe alcançar, que o Deus e sua lei cósmica de amor, está em nossa essência e em nossos corações, que com nossa consciência podemos nos perder e nos achar, enfim, chegar a Deus.
Mostraria que não há grandes receitas e talvez nenhuma, mas que se buscarmos as verdades e os caminhos em nosso interior e não mais nos valores terrenos, nem mesmo no poder e nas hierarquias. Que se buscarmos transmutar, como um alquímico, nossas impurezas em purezas e nosso egoísmo e soberba em caridade e humildade, talvez pudéssemos estar mais perto deste cristo.
E como já diz o nome, Cristo, o Redentor, ele novamente seria sacrificado e assassinado. O homem novamente mataria seu pai e nem sentiria suas dores e novas lágrimas seriam derramadas.