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Juntos nossa caminhada se torna mais fácil

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31.12.06

REDENTOR DA NOVA ERA



Fico pensando se nesta nova era, de aquário, aparecerá um novo Cristo. Dizem que em cada era surge um novo Cristo e isto está em muitas previsões místicas e religiosas.
Mas como seria este novo Cristo? Talvez muitos pensam que ele se associará a igreja Católica, sendo até mesmo um pontífice, outros, que seria islamita e então um novo profeta. Para outros, um salvador que nunca tinha vindo, e até quem sabe, para outros, um grande mestre espiritual.
Acredito que o novo cristo não seria institucionalizado, isto é, não estaria vinculado a nenhuma seita ou religião. Lembremos que o Cristo Jesus foi um revolucionário, contrariou a muitas leis religiosas da época, assim como as ideologias vigentes, mesmo que ele tenha falado de amor.
Jesus não se afiliou aos grandes sacerdotes da época, nem aos fariseus e aos escribas, ele sim, criou uma nova ordem, aliás, transcendeu a ordem vigente. Não foi ele quem trouxe choro e ranger de dentes? Não foi ele quem trouxe discórdia? Tudo isso porque suas idéias e princípios eram destoantes daquele contexto.
Como ele mesmo disse; muitos serão os chamados e poucos os escolhidos e escuta quem tem ouvidos para escutar. Aqueles que se identificavam com suas novas idéias foram seus discípulos, que não eram somente doze. Mas como seus princípios de amor e caridade não eram para todos e sim para poucos, foi ele humilhado e castigado, violentado e sacrificado.
O novo cristo talvez estivesse próximo aos ecologistas, aos movimentos pela paz, sem se utilizar da guerra, estaria junto dos mendigos, dos sofredores, quem sabe distante da mídia. Estaria longe do prêmio Nobel e de premiações terrenas, que só visam os interesses egoícos e capitalistas.
O novo Cristo poderia estar lá na África ou até mesmo no seio do capitalismo, mas sem se render a ele. Estaria ele sendo atacado pelo papa e pelos aiatolás, porque mostraria que os homens não precisariam, necessariamente, das igrejas para poder lhe alcançar, que o Deus e sua lei cósmica de amor, está em nossa essência e em nossos corações, que com nossa consciência podemos nos perder e nos achar, enfim, chegar a Deus.
Mostraria que não há grandes receitas e talvez nenhuma, mas que se buscarmos as verdades e os caminhos em nosso interior e não mais nos valores terrenos, nem mesmo no poder e nas hierarquias. Que se buscarmos transmutar, como um alquímico, nossas impurezas em purezas e nosso egoísmo e soberba em caridade e humildade, talvez pudéssemos estar mais perto deste cristo.
E como já diz o nome, Cristo, o Redentor, ele novamente seria sacrificado e assassinado. O homem novamente mataria seu pai e nem sentiria suas dores e novas lágrimas seriam derramadas.




  • criado por  Denis criado por Denis
  • Postado em 03:00:14

26.12.06

GUERRA E PAZ



Por muitas centenas de anos os homens pensaram em guerras.
Foram por diversos motivos, dos mais fúteis aos mais racionalmente justificados,
Trouxeram vitorias e derrotas, vencedores e vencidos, lucros e prejuizos.
Posso afirmar que apesar das vitorias e dos lucros, e mesmo da felicidade dos vencedores,
sangue, dores, lágrimas e destruição ficaram mais marcados na história de nossas vidas.

É preciso mesmo que esta história nunca saia de nossas mentes, para que possamos sentir e aprender
com os erros de nossos antepassados, afinal de contas, eles não estão tão distantes de nós
como imaginamos.

Se passaram mesmo muito tempo, mas ainda assim o ser humano procura a guerra, talvez, não de
forma tão declarada como antes, mas ainda busca. Os líderes sob a sombra da hipocresia inventam
diversas mentiras e falsas justificativas, usam até mesmo o motivo da paz e da democracia.
Pode-se mesmo conseguir a paz através da guerra? Pode-se conseguir democracia com autoritarismo?
Não, verdadeiramente não.

A democracia está na liberdade, isto é verdade, mas isso não significa que a minha liberdade
tem que ferir a do outro, que o direito de voz de um esteja cerceando o direito do outro.
Esta democracia nós não queremos, esta visão de mundo também não.

Uma visão que só separa os homens entre si e eles com seu planeta.
A guerra também ajudou a destruir cada vez mais nossa morada. Já passamos do ponto de mutação
e ainda poucas ações foram efetivadas para que a situação fosse revertida.

Só mesmo o egoismo,a soberba e sua visão distorcida da realidade, podem explicar um pouco
o que acontece atualmente.

Apesar de tudo, mesmo que a humanidade tenha caminhado em passos de formiga e que ainda procurem
guerras,há muitas experanças, já que as há mais mentes querendo paz do que guerras.

A semeadura é livre, mas a colheira é obrigatoria. Muitos deste líderes ainda conheram os frutos
das sementes que plantaram. Mas isso não é vingança de Deus, é a lei do cosmos. Nada pode ser
desdenhado pela lei do amor, que é universal.

Cristo já disse uma vez: "O escândalo é nescessário, mas ai daquele que se escandalizar",
Nossos erros são nossos maiores professores, mas só quando sabemos utilizá-los e nesse sentido
a lei do amor sempre nos dá uma oportunidade de repararmos nossas falhas e colher os maus
frutos é uma ótima oportunidade de encará-los e perceber o que de mais sábio ele têm a nos dizer.

Que a paz seja um desejo cada vez mais desejado, a começar dentro de nós mesmos
e depois no nosso seio familiar. Locus de nossa salvação e/ou perdição.





  • criado por  Denis criado por Denis
  • Postado em 00:52:22

03.10.06

LIBERDADE E ESCOLHAS


“É uma pena que ela não irá viver
Mas na verdade, quem vai?”

Este é um trecho de um filme que adoro; Blade Runner, já é uma fala do final do filme e mostra que quem disse esta frase sabia que o caçador de andróides era também um deles (sei que isso ainda é contraditório no meio da sétima arte, já que o filme tem várias versões). Bem... não quero aqui falar sobre o filme, mas sobre a liberdade.

Liberdade é um daqueles assuntos que dava para servir de tese, mas quero aqui me tecer sua íntima relação com a escolha. Chego mesmo a me perguntar se somos verdadeiramente livres, por isso recordei-me deste trecho do Blade Runner, “afinal quem viverá?” ou então quem se libertará? A liberdade também está intimamente ligada ao viver, é difícil viver sem liberdade, existir sim. Todos existem, mas destes poucos vivem e este viver está muito ligado ao sentir-se livre.

São muitos os aprisionamentos em que nós vivemos. A sociedade na medida em que cria e é criada como meio interacional e de retroalimentação não pode servir aos anseios individuais, mas sim coletivos. A sociedade é maior e menor que as pessoas, maior porque é um conjunto de relações e possibilidades e menor porque suprime muitas individualidades , não é uma soma delas.

Depois desde que nascemos entramos num mundo de regras e condicionamentos, somos reforçados continuamente e passamos então ter poucas escolhas verdadeiras, isto é, autênticas, acabando nos aprisionando pelo modelo que todos gostariam que nós fossemos. A maioria de nossas escolhas é na verdade para determinar em qual dos condicionamentos devemos mais seguir. É certo que estas escolhas trazem também mudanças, mas será que estão verdadeiramente conectadas com o “eu” ou simplesmente com o ego?

Onde fica então nosso poder de mudança? Acredito que fica cada vez mais em nosso autoconhecimento, cada vez que penetramos mais em mais em nossa profunda consciência e tomarmos ciência de nossos condicionamentos, medos, desejos e bloqueios entraremos mais em contato com nosso eu interior e assim chegar a tomar verdadeiras escolhas. Estas verdadeiras escolhas são aquelas que dizem NÃO aos condicionamentos, à cristalização. O grande físico e escritor Amit Goswami disse; “Escolho, logo existo” em alusão a frase de Descartes; “Penso, logo existo”, Goswami defende que são as verdadeiras escolhas que faz com que sairmos dos condicionamentos e entrarmos numa criatividade interna.

Assim tomar pelas escolhas verdadeiras, aquelas que criam uma nova realidade, em caminho da mudança autêntica e não só a reprodução do que já se foi é também um processo de liberdade, um processo de conhecer, reconhecer e viver.

Mas na verdade quem irá viver?




  • criado por  Denis criado por Denis
  • Postado em 03:09:13

10.09.06

Pôster

  • criado por  Denis criado por Denis
  • Postado em 23:21:42

A DAMA NA ÁGUA

Quem ainda não assistiu o filme não leia!!!


M. Night Shyamalan é realmente um diretor fantástico!!. Sei que sou suspeito em falar isso, já que sou fã de seus trabalhos, no entanto esta minha opinião é amplamente compartilhada e mesmo que nos EUA ele não seja bem compreendido.

No seu novo filme "A Dama na Água", ainda em exibição, para mim só mostra cada vez mais a genialidade desse diretor e roteirista de cinema, é incrível com Shyamalan consegue fazer com seus filmes transitem em diferentes gêneros ao mesmo tempo, mesmo que muitos críticos os coloquem no suspense.
Não é somente de sustos e da sensação de que o espectador sabe o que o personagem não sabe que se deve reduzir um filme ao gênero de suspense.
Neste novo filme Shyalaman transita entre o drama, a ficção, comédia e é claro ao suspense e de uma forma que nada fica categorizante, é tudo muito sutil.

"A dama na água" assim como "Sinais" são filmes complexos, principalmente o primeiro. Os personagens estão entrelaçados na trama, demonstrando que não há o acaso e que todos estão conectados. Isso fica evidente nas palavras de Story e no momento que ela é curada pelos integrantes do prédio. A complexidade também está na cumplicidade dos personagens e de sua solicitude em ajudar Story, assim como a dinâmica grupal dos personagens.

Shyalaman, de forma magistral e sutil consegue nos levar a caminhos que só depois percebemos que estávamos enganados (novo suspense) e como é incrível nossa surpresa no final.

No "A Dama na Água" Shyalaman mostra mais uma vez seu pensamento místico, complexo e oriental e teve o cuidado de fazer um "prefácio" em animação, contextualizando assim a trama e de leve uma crítica a nossa sociedade de modelos rígidos, fragmentados, capitalistas e racionalistas. Por isso o filme nos traz uma linda mensagem e também se torna revestido de um caráter belo e singelo, como nos Trailers - Uma história de ninar.

Fica de forma subliminar a mensagem para nos, de que estamos perdendo nosso senso de conecção com o todo e com nós mesmos, que viemos ao longo de séculos se perdendo em nossas ambições e individualismos.

Na trama do filme, linda e inteligente, Shyalaman nos traz novamente seres estanhos e até aterrorizantes, porém como se não fizessem-nos mal, já que não são deste mundo. A única pessoa que morre no filme é um crítico de cinema (os filmes de Shyalaman apesar do sucesso de público não têm agradado tanto aos críticos) e será que foi um reflexo do desprezo dele por esta categoria?. No final do filme percebe-se que Heep é o curandeiro, que a criança era o intérprete e que "maronbeiro" era o guardião, surpresas que o diretor gosta sempre de nos dar nos finais de seus filmes. Uma boa surpresa e parece que assim tudo ficou casado.

O curandeiro só poderia ser mesmo o médico, mas precisava ele mesmo se curar primeiro para curar Story, numa quase sessão Psicodramática e por sinal muito tocante, o interprete tinha ser alguém que via mensagens onde nunca alguém poderia ver e o guardião alguém que "segurava" os corredores.

A trama deixa uma mensagem que estamos num momento de mudança, talvez de percepção, tomara!!!!

Até antes de assistir ao filme não acreditava que Shyalaman me surpreenderia novamente com mais um belo filme e fiquei muito feliz em saber que mais uma vez sai do cinema com uma boa imagem deste diretor.

Por fim um filme complexo que nos faz pensar mais uma vez na condição atual do ser humano; fragmentada, dualista, individualista e racionalista e que há Sinais ainda que o homem precisa perceber, principalmente que não estamos sozinho, porém conectados com tudo e com todos.

  • criado por  Denis criado por Denis
  • Postado em 23:20:22